Quando fiz 7 anos, ganhei minha própria vitrola, quem convive muito próximo a mim, sabe que eu adoro ouvir música, não tenho dom para tocar, muito menos para cantar (só canto no banheiro quando não há ninguém em casa) mas não passo um dia sem escutar música. Consigo ser eclético, sem abrir mão do bom gosto (meu ouvido não é pinico!), escuto samba, jazz, pop, música clássica, forro (Salve Dominguinhos!), e ao que os intelectualóides de revista chamam de música regional (Salve banda Rosa de Pedra que conheci em Natal) as vezes até eletrônica.
Minha influência musical, sendo eu o filho caçula, passava pelo que meus irmãos ouviam, fui criança nos anos 80, e escutava Legião Urbana, “Eduardo e Mônica” eu sabia de cor, os discos dos anos 70 do Robertão que minha Mãe escutava. Lembram daquela música “Cada um, cada um” do Cassiano?
“Foi bom te ver
Saber que você é feliz
Impossível te esquecer
Lembrar você
Parece um dom
A namoradeira no escuro da sala
Sonhando e beijando de segunda a sexta”
Um cantor de soul que fez muito sucesso nos anos 80, e que o Claudio Zoli regravou, lembro que tocava sempre nas festinhas que tinha em casa, essa música também faz parte da minha educação auditiva, assim como todo repertório de Tim Maia, de “Que Beleza” da fase mística à divertida “Manuel Antonio Bento”. Seu Bezerra da Silva também freqüentou a vitrola lá de casa, não sei quem ouvia, e claro o grande poeta nascido também num 11 de outubro, Cartola, e o outro Angenor, Cazuza.
Ainda lembro da primeira vez que ouvi “bem que se quis”, pensei que fosse Gal Costa que cantasse, era música de novela, eu tinha 9 anos, e me apaixonei pela voz da Marisa Monte.
Quando tenho dificuldade para dormir, quase sempre, ouvindo música consigo me desconectar do mundo e embarcar no sono. Vivo nessa metrópole de milhões de pessoas, música entre um lugar e outro e que em faz companhia, seja o locutor da rádio, principalmente da rádio Eldorado, com sua programação soul, jazz pop, sejam as músicas que seleciono semanalmente para ouvir no celular (principalmente aqueles achados na internet).
“don't know how to begin Cause the story has been told before I will sing along i suppose I guess it's just how it goes
And now those sprangs in the air I don't go down anywhere I guess it's just how it goes The stories have all been told before
But if you don't char The light won't hit your eye And the moon won't rise Before it's time
But if you don't char The light won't hit your eye And the moon won't rise Before it's time
But i don't know how it will end With all those records playin' I guess it's just how it goes The stories have all been told before I guess it's just how it goes The stories have all been told before I guess it's just how ït goes"
Não entendo essa choradeira Italiana, e decisão do Brasil foi SOBERANA.
1º O processo criminal contra Cesare Battisti é altamente suspeito, o acusam de 4 assassinatos, sendo que 3 deles ocorreram quase ao mesmo tempo em locais bem distantes um do outro, que seria impossível Cesare Battisti se locomover tão rápido ... e depois todo mundo sabe o quanto o judiciário daquela dignifica era corrompido (Operação mãos limpas prenderam quantos magistrados mesmo?), ainda mais numa época em que a estrema direita governava com mãos de ferro e bala.... 1979....
2º Eles não chiaram quando a França concedeu asilo político para um membro da brigada vermelha. A França pode ser Soberana?
3º 0 ladrão S. Caciolla não foi deportado para o Brasil, fugiu para lá com milhões por ser um ladrão brasileiro com cidadania Italiana ficou bem lá, até que resolveu passear em Mônaco.
Se não posso lhe falar de amor, escrevo aqui EU TE AMO, amo-te como nunca me permiti amar nessa vida. Eu que achava a condição de apaixonado degradante, amo-te sem resignar-me de estar tão submisso a este tolo sentimento...
Aquele dia, diante seus olhos (que ainda não me olham) me senti numa terra estrangeira, um exilado perseguido sem poder expressar a língua pátria. Se aprendi que o amor é sempre um retorno a origem, me senti mais triste que o poeta expatriado, pois ele ainda pode retornar a sua origem quando fala da palmeira onde cantam sabias.
O AMOR não é segredo, mas falar-te dele me levará ao degredo, encontro aqui um meio de deixar vazar esse sentimento transbordante, para não afogar a relação possível entre nós.
Uma carta e também homenagem a melhor peça que vi em 2008 - NÃO SOBRE O AMOR, da Sutil Companhia de Teatro.
Esse som é muito bom, Spanky Winson & The Quabtic Soul Orchestra, um belo dia uma banda de groove resolveu chamar uma diva da soul music dos anos 70, que digamos assim "aposentada" para grava uma faixa do cd da banda, o resultado foi tão bom que ela cantou em todas as faixas, o resultado um dos melhores discos de 2004.
João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história
Queria colocar a música Mojave, uma bela instrumental, eu viajo ouvindo, o cara era o gênio!! mas não achei no youtube, então vai uma das parcerias dele com o o Chico, Lígia, numa versão com a doce Marina Lima. Adoro essa letra.
Ligia
Composição: Tom Jobim / Chico Buarque
Eu nunca sonhei com você Nunca fui ao cinema Não gosto de samba não vou a Ipanema Não gosto de chuva nem gosto de sol
E quando eu lhe telefonei, desliguei foi engano O seu nome não sei Esquecí no piano as bobagens de amor Que eu iria dizer, não ... Lígia Lígia
Eu nunca quis tê-la ao meu lado Num fim de semana Um chopp gelado em Copacabana Andar pela praia até o Leblon
E quando eu me apaixonei Não passou de ilusão, o seu nome rasguei Fiz um samba canção das mentiras de amor Que aprendí com você É ... Lígia Lígia
E quando você me envolver Nos seus braços serenos eu vou me render Mas seus olhos morenos Me metem mais medo que um raio de sol É... Lígia Lígia
Achei um rabisco interessante: reforma de casa é legal por isso, aproveita-se e livra-se do que não se faz mais uso, ou encontra algo que nem lembrava que existia e que ainda pode servir.
Ela me olha, eu a olho, nossos olhos se olham, mas nada fica desse olhar.
Todos os dias os encontros se repetem, mas nada disso faz sentido, o que ela quer de mim? O que eu quero dela? Olhos que vem e vão na multidão do metrô.
Ouvido numa fase POP: Skank... uma música das antigas – “Garota Nacional” ...
Aqui! Nesse mundinho fechado Ela é incrível Com seu vestidinho preto Indefectível Eu detesto o jeito dela Mas pensando bem Ela fecha com meus sonhos Como ninguém...”
E “Ainda gosto dela” com Participação da Linda Negra Lee essa música esta no disco novo, opa, CD NOVO, opa, MP3.
“Hoje acordei sem lembrar Se vivi ou se sonhei Você aqui nesse lugar Que eu ainda não deixei”
Enfim a tecnologia mudou, o som da banda mudou, mas talvez ainda fala da mesma mulher, a que freqüenta os sonhos, a mulher que se deseja, sempre a mulher distante.
“Quem um dia irá dizer Que existe razão Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer Que não existe razão?”
Eduardo e Mônica - Legião Urbana
Há 4 anos estava escolhendo a epigráfe do meu TCC, 4 anos “deformação”.
Poderia reescrever todo o meu tcc, mas a epigrafe eu não mudaria.
Tema do TCC: “Com quem as pessoas se casam em dois diferentes cícurlos sociais da cidade de São Paulo”.
Pelo menos sei que um dos casais que entrevistei continuam juntos, semana passada encontrei no cinema o casal muçumano que entrevistei no TCC.
Me deu até certo ânimo sobre o amor, eles de culturas diferentes, ela muçumana e ele convertido pelo o amor. Desconsiderando todo esse esterótipo babaca que fazem da cultura arabe, mesmo com essa mudança religiosa, por parte dele, não apaga as origens culturais, estarem juntos, faz a epigrafe ter todo o sentido.